ORGULHO LGBTQI+: CONHEÇA 10 GRANDES NOMES DA LUTA POR DIREITOS E REPRESENTATIVIDADE DESSES GRUPOS

 ORGULHO LGBTQI+: CONHEÇA 10 GRANDES NOMES DA LUTA POR DIREITOS E REPRESENTATIVIDADE DESSES GRUPOS

Músicos, jornalistas e militantes: muitos são os nomes esquecidos que lutaram pelos homossexuais, trans e pela igualdade

ANDRÉ NOGUEIRA PUBLICADO

1. Madame Satã

Crédito: Reprodução

2. Cazuza

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3. Cássia Eller

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Apesar de ser conhecida pelos relacionamentos homoafetivos, Cássia Eller era abertamente bissexual. E 1990, se tornou, ícone da comunidade musical LGBT. Ficou muito famosa pela sua imagem desconstruída, com calça comprida, cabelo curto e jeito durão. Não a toa, sua obra mais conhecida representa o seu jeito: Malandragem.

Enquanto viva, Cássia teve um filho, Chicão, devido um relacionamento casual com Tavinho Fialho. Ela criou a criança ao lado de sua companheira, Maria Eugenia Vieira, com quem sempre quis construir família. Mulher e LGBT, Cássia sofreu preconceitos diversos na vida, mas sua posição sempre foi a de se manter em pé, mantendo presença no palco e nas ruas.

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J. A. Mascarenhas foi um importante ativista social, envolvido no início das mobilizações organizadas pela luta dos Direitos Humanos no Brasil, os direitos civis e à igualdade dos homossexuais. Mascarenhas agia como advogado e intérprete, além de refletir sobre a questão da sexualidade no país.

Ele fundou o jornal O Lampião da Esquina, em que havia espaço para divulgação de conteúdos de entretenimento, reflexão e política para a comunidade gay do Rio de Janeiro. Uma de suas principais polêmicas envolveu o fato de que era muito critico à objetificação da mulher como fetiche performativo, como o forjamento de vozes finas e gestos pelos gays em que se imita de modo caricatural a performance feminina (para ele, isso era não aceitar a sexualidade de modo naturalizado e reforçava a noção da mulher como ente de segunda classe). 

Em 1977, ganhou destaque novamente por receber o editor Winston Leyland, da revista californiana Gay Sunshine Press, com que discutiu possibilidades de pesquisas conjuntas sobre a vida social da comunidade LGBT brasileira. Com o encontro, diversas ações em prol dos direitos dos homossexuais foram deliberadas como forma de militância, fazendo de Mascarenhas um dos fundadores do Movimento Homossexual Brasileiro.


6. Marielle Franco

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7. Rosely Roth

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Rosely foi uma pioneira do Movimento Lésbico no Brasil. Filósofa e antropóloga, ela se especializou na questão da sexualidade na vivência pessoal. Em 1981, iniciou sua militância no Grupo Lésbico Feminista e no SOS Mulher. No mesmo ano, fundou o Grupo de Ação Lésbico-Feminista (GALF), em São Paulo. Durante toda sua vida adulta, se dedicou à luta pelos direito LGBT e pela representatividade lésbica, participando e liderando diversas manifestações e atos públicos. Foi uma das cabeças do Caso Ferro’s Bar, considerado o Stonewall brasileiro. A comunidade LGBT ainda tem grande admiração por Rosely Roth: sua ação política é considerada de grande relevância pela visibilidade gerada na grande mídia às questões levantada por ela. Rosely passou por muitos problemas emocionais e em 19 de agosto de 1990, cometeu suicídio: desde 2003, a data é considerada Dia Nacional do Orgulho Lésbico. 


8. Míriam Martinho 

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Miriam Martinho é uma letrista, tradutora e pioneira do Feminismo Lésbico brasileiro. Participou da fundação do Grupo Lésbico-Feminista e, junto a Rosely Roth, fundou o GALF. Envolvida com a imprensa, ela concebeu e produziu o jornal Chana-com-chana, que retratava a questão do lesbianismo nos anos 1980.

Ela também comandou a revista e o Instituto Um Outro Olhar, primeiro grupo no Brasil dedicado ao cuidade da saúde da mulher lésbica. E participou do Caso Ferro’s Bar. Hoje, é atuante nos movimentos pró Direitos Humanos e participa como editora de sites do Movimento Lésbico atuantes no Brasil. 


9. Anderson Herzer

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Andreson Herzog foi um poeta, que ficou conhecido após atuar como funcionário do gabinete de Eduardo Suplicy em 1979. Nascido com o nome Sandra Mara Herzog, ele teve, desde cedo, muitos conflitos com a própria sexualidade, incialmente se declarando homossexual e, depois, transexual. 

Como escritor, foi responsável pela produção da obra A Queda para o Alto, reconhecido até por Leonardo Boff. Escreveu o livro durante sua passagem pela FEBEM, onde entrou por consumo de drogas recreativas e abuso de álcool, que já eram frequentes quando era um jovem briguento na escola.

Anderson retomou sua vida livre com Suplicy. Entretanto, traumatizado, ele se suicidou ao se atirar de um viaduto em 1982. Apesar de não se destacar na militância, Anderson acabou expondo a realidade dos transexuais e os conflitos causados pela sociedade em relação ao tema.


10. Telma Lipp

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Telma Lipp foi uma modelo e atriz que ganhou destaque nacional. Sendo transexual, Lipp foi considerada uma das mulheres mais belas do Brasil, junto a Xuxa Meneghel e Luiza Brunet, atingindo o status de musa (quebrando diversas barreiras de sua época). Na televisão, foi jurada do quadro Eles e Elas, que expunha shows de drags e transformistas, além de ter participado de diversos filmes e séries.

Telma sofria com síndrome do pânico, o que a levou ao abuso de drogas e a busca pelo isolamento. Em 2004, decidiu cortar os cabelos e retirar o silicone para cair no anonimato. Ela morreu no mesmo ano, de insuficiência pulmonar.


https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/orgulho-lgbtqi-conheca-10-grandes-nomes-da-luta-por-direitos-e-representatividade-desses-grupos.phtml 

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